Melhoria para o serviço público

Esse ano precisei tirar uma segunda via do documento de identidade, o famoso RG. Passei por um processo medonho que tem muito a melhorar!

O início – colhendo as digitais

Aqui em Minas Gerais existem as  Unidades de Atendimento Integrado (UAI) que fornecem alguns serviços públicos, como emissão do RG, CTPS, antecedentes criminais entre outros. A lista de serviços prestados varia entre as unidades, portanto é bom consultar este site antes de sair de casa. A segunda via do RG é procedimento agendado, se a agenda não estiver disponível não adianta sair de casa …eu saí e não adiantou.

Fiz o agendamento e fui ao UAI. Lá descobri que minhas digitais não estavam no sistema e precisavam ser atualizadas. “Legal! Vou conhecer o hardware do estado” pensou o inocente. As digitais foram colhidas com grafite e papel. A simpática senhora que colheu as digitais disse que elas seriam enviadas para Belo Horizonte, onde seriam digitalizadas e cadastradas no sistema. Eu deveria ligar depois de três semanas para confirmar se o cadastro havia sido realizado, se positivo, eu deveria fazer um novo agendamento e voltar como se nada tivesse acontecido.

O “volta depois” era algo que esperava, sério! Minha expectativa com o serviço público é muita baixa. Agora, a digital no papel para ser scaneada não! Não mesmo! Sério?! Algumas questões ficaram na minha cabeça depois de passar por isso:

  • Existe um arquivo, com certo grau de segurança, para armazenar as digitais?
  • Existe um serviço de coleta que roda todo estado para transportar esses papeis?
  • Quantas pessoas estão em BH digitalizando? São lotes diários?
  • Existe um arquivo físico (em BH) para guardar essas digitais?
  • O sistema de cadastro (BH) é diferente do sistema de cá (demais cidades)?
  • Quanto custa cada identidade emitida por esse processo?

Perguntei se existia algum motivo para as digitais serem colhidas daquela forma, ao invés de utilizar o equipamento eletrônico. A resposta foi que o analógico é mais seguro. Fiz algumas perguntas pro Google a esse respeito, mas não encontrei comparativos.

 

O retorno e a entrega

Retornei no novo dia agendado. O atendimento foi quase bom, mas não por culpa do atendente, do processo. Eu conferi os dados, assinei, vi a minha foto ser colada, e pensei que receberia ela ali mesmo. Claro que não! O “volta depois” do começo da conversa foi desperdiçado, esse aqui é o que vale, oras! Saí com um protocolo em mãos para retornar depois de cinco dias, e finalmente pegar a identidade.

O retorno foi tranquilo e tudo correu como esperado.

 

Liga pontos

Quando recebi o protocolo do RG, vi que estava escrito “Polícia Civil”.

Esse ano eu renovei a CNH, que também é um processo da Polícia Civil. A clínica onde fiz o exame médico, colheu as impressões digitais com equipamento eletrônico, e tirou a foto da CNH ali mesmo, sem mudar de cadeira, literalmente. Em uma única visita resolvi tudo. E a CNH chegou em minha casa depois de três dias úteis.

Dá pra melhorar o processo do RG, não dá?! Foram duas experiências totalmente diferentes, ambas tendo o mesmo órgão como responsável. Um processo tem muito a ensinar ao outro. E ambos podem ensinar muito a outros órgãos. Quando isso ocorre, o país todo ganha eficiência em escala.

Onde mais podemos melhorar?

Sucesso!

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