O ciclo de vida da startup

Hoje escrevo para me disciplinar e criar o hábito. Logo, não acredite em tudo que está neste post, pesquise para confirmar. 🙂

 

Na semana anterior comentei que estava pesquisando sobre startups. Hoje vou escrever um pouco sobre como entendi que se dá o crescimento, e a ordem em que alguns eventos ocorrem. A base foi praticamente a postagem Como conseguir um investimento anjo para sua startup, recomendo a leitura.

A ideia

Antes da empresa você possui uma ideia, escrita ou não, do que pretende entregar como serviço ou produto. Neste ponto você não tem nada, e aí fica difícil de vender a ideia para um possível investidor, pois ele não te conhece e não confia em você. Você daria $100 para um desconhecido que batesse na sua porta dizendo que voltaria com $1.000 em alguns meses? Eu não!

Neste ponto você deve trabalhar a noite e nos finais de semana para desenvolver o seu negócio. Criar um MVP (Produto minimamente viável), apresentar, pedir a opinião, descobrir quanto, e se alguém paga pela sua proposta. Tem um nome gringo pra isso “bootstrapping”, é quanto você constrói seu negócio com recursos próprios. Acho que passar o chapéu na reunião de família também é bootstrapping.

 

O anjo

Quando você tiver algo para apresentar, apresente! Procure conhecer as pessoas que estão no mesmo mercado que você e apresente o que construiu, peça a opinião deles. Em seguida pergunte quem são os anjos (investidores individuais) que investem nesse mercado, vá até eles peça mentoria e investimento, o não você já tem. E se o não vier com justificativa você já ganhou algo: “Não porque seu serviço é para um nicho muito pequeno para a região, não dá retorno que justifique o investimento”. Olha que bacana, alguém com conhecimento de causa está apontando as limitações do mercado e do produto. Você já volta pensando no dever de casa.

Com o MVP em mãos, também pode ser a hora de procurar um incubadora. Ela pode lhe ajudar a desenvolver o produto e a chegar nos mentores e anjos.

 

O Venture Capital

Seu negócio já foi testado, adaptado, e o anjo injetou uma grana que lhe permitiu testar alguns canais de venda. Agora você já sabe o que fazer com um investimento acima de 500.000. Sabe mesmo? Se não sabe o que fazer com o dinheiro como vai convencer alguém a lhe dar?

Mostre para os investidores o porquê seu negócio vai crescer com esse novo investimento. Seu discurso já deve ser bom pois, você já conhece o mercado, teve bons mentores (boas referências), validou hipóteses, descartou o que não ajudava o negócio a crescer, e aprendeu muito. O risco de dar ruim é menor do que quando você só tinha a ideia.

É provável que algum mentor, ou o anjo seja conhecido pelos investidores do fundo de investimento. Isso pode influenciar a decisão.

Alguns fundos investem através das aceleradoras. Elas proporcionam educação, contatos, e troca de experiências…e outras coisas mais (além do investimento). Como diria Silvio Santos “vale mais que dinheiro”!

 

Qual o próximo passo?

O retorno aos investidores vai ocorrer quando eles realizarem os lucros, que se dará quando venderem a parte deles. O caminho natural seria fazer o IPO (Oferta pública de ações) abrindo o capital para demais investidores.

Nos últimos anos algumas empresas desistiram de abrir o capital, portanto não creio que seja “o caminho natural” aqui no nosso país. Me parece mais fácil ser adquirido por outra empresa, se for este seu objetivo os investidores podem lhe ajudar a preparar a empresa.

Outro caminho é você continuar seu trabalho de expansão, e quem sabe, até comprar outras empresas, se sua empresa virou gigante… o céu é o limite! Exceto para a Space X :p

 

Estou gostando muito desse assunto, devo continuar falando de startups nas próximas semanas.

Sucesso!

Startup

Nos últimos dias estive pesquisando sobre startups, e percebi que apesar de atuar no ramo de tecnologia não entedia muito bem esse termo, e os outros que normalmente estão relacionados. Um exemplo é que eu não entendia a diferença entre incubadora e aceleradora. Nesta postagem vou apresentar um pouco do que aprendi, ou acho que aprendi. É apenas o começo da jornada, tenho muito a aprender.

 

O que é startup?

É uma empresa que ainda está definindo o seu modelo de negócio, não existe algo pronto que possa ser copiado. Ela está criando algo novo, que pode ser baseado em um modelo antigo, ou em uma demanda antiga, mas buscando uma solução inovadora e escalável.

Vamos supor que você queira montar uma padaria, você vai à padaria do bairro entende como ela funciona e monta a sua com a mesma estrutura. Compra as mesmas máquinas, contrata pessoas para as mesmas funções, e entrega o mesmo pãozinho. Neste exemplo você teve um modelo, o copiou, e entregou o mesmo produto. Com certeza empreendeu! Mas não foi uma startup.

Agora vamos supor que você esteja pensando em criar algo novo para atender a mesma demanda por pães, mas não quer copiar o modelo existente, pois acredita que pode agregar mais valor e ter um retorno melhor – ou talvez seja porque você está duro mesmo, uma padaria custa caro, é uma grana que você não tem. Então você arruma uma bateria para ligar aquele forno elétrico da sua casa que não está em uso, e os coloca dentro do seu carro. Testa uma receita de pão que encontrou na internet, quando pesquisava por “massa de pão sem descanso”. E enquanto o pão está assando na traseira do possante, você dirige pelo bairro anunciando a novidade. Os clientes gostam tanto que aceitam pagar três vezes mais pelo pão que está saindo do forno, é entregue na porta de casa, e possui um sabor novo.

Nesse novo processo você precisa testar receitas, carros, fornos e baterias até encontrar um conjunto que te permita entregar o melhor para o seu cliente, enquanto aumenta a eficiência da sua operação para proporcionar escala e espalhar vários carros pela cidade, ou pelo país. Isso é ser uma startup!  🙂

 

Pensei que era só para empresas de tecnologia

Eu também pensei. Como foi mostrado no exemplo anterior, uma padaria pode ser startup.

A tecnologia permite a experimentação com um custo reduzido. Imagine o custo que o Airbnb teria se fosse abrir uma agência em cada cidade onde disponibiliza quartos. Operando na internet você faz mais experimentos, e obtém mais cliente e opiniões com custos menores. Isso acaba atraindo e gerando mais empresas de tecnologia.

O Airbnb é um desses casos que não concorre com empresas de tecnologia, ela está no ramo de hospedagem. Podemos citar outros exemplos como Nubank, Tesla e Uber. Apesar de já ter lido em algum lugar que a Tesla é o inverso, mas não me lembro dos argumentos que foram apresentados.

 

Tem algum apoio do governo?

Bom, essa não é a pergunta que se espera de um empreendedor. Condicionar a abertura do negócio a uma ajuda pode indicar que o negócio não é viável, ainda. Lance um MVP (Produto mínimo viável), teste a aceitação do seu produto ou serviço antes de buscar um investimento, descubra se este é o caminho certo, se alguém paga por ele. Se ninguém pagar, faça uma adaptação e teste novamente. Se ele não paga, pergunte o motivo! Quanto pagaria? Como? Pelo o quê?

Respondendo à pergunta do título, sim tem apoio na forma de incubadora, e investidores (sócios) na forma de aceleradora de startup.

A incubadora pode lhe oferecer uma grana, espaço de coworking, mentoria, contatos e treinamentos. O Seed é uma aceleradora com cara de incubadora, ela está em Minas Gerais, depois eu tento descobrir mais. No site não deixa claro se são investidores, ou seja, se viram sócios do seu empreendimento.

Fechando o assunto, a aceleradora faz investimento e entra como sócia. Pode haver um fundo de investimentos definindo as características que procuram nas startups e as regras do investimento. Também oferece coworking, mentoria, e podem exigir prestação de contas. Afinal, ela não está torrando dinheiro, está investindo e espera ter um retorno desse investimento.

 

Por enquanto é isso, depois posto mais sobre o assunto. Fiquei curioso e vou buscar mais informações.

Sucesso!